As Cooperativas de Deus

Publicado: 21/01/2009 em Espiritualidade, Religião
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Escrito por Ariovaldo Ramos

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos” (At 2.42-47).

No versículo 45 (“Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”), há um princípio de ação da igreja de Cristo, que é absolutamente moderno, absolutamente revolucionário, absolutamente de vanguarda, embora tenha sido praticado há dois mil anos. E que princípio é esse? É o princípio do direito.

A filantropia está sustentada no postulado de que a pessoa que a exerce abençoa o necessitado segundo suas posses. É o filantropo quem decide o que vai doar, quando vai doar e em que quantidade vai doar. Esse é o princípio da benemerência.

Porém, está escrito: “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. O princípio aqui é que o necessitado dava o tom da ação da igreja. A igreja se via como responsável por suprir a necessidade dos irmãos. O princípio do direito está estabelecido. Não é a igreja que determina com quanto vai ajudar, nem como vai ajudar e nem quando vai ajudar, é a necessidade do beneficiado que impõe à igreja o que esta tem de fazer. Fica aqui estabelecida uma relação de direito e dever, na qual o necessitado era visto como um sujeito de direito e a igreja era vista como sujeito de dever. É dever da igreja satisfazer a necessidade do irmão carente.

Esse princípio, há 2.000 mil anos, era uma revolução, mesmo porque o direito só veio a ser realmente pensado com mais critério a partir do século 18. Até então, a idéia de direito era algo inexistente, com exceção de um lugar: a igreja primitiva. Isso é absolutamente revolucionário e significa que a igreja de Jesus Cristo foi o primeiro instituto humano a trabalhar com a premissa do direito. O caminho que a igreja escolheu na época foi a comunização, ou seja, todo mundo vende seus bens, coloca aos pés dos apóstolos, e estes administram o montante para satisfazer a necessidade de todos. O princípio com o qual a igreja trabalhava, portanto era o princípio da igualdade. O apóstolo Paulo diz em Coríntios, de forma literal, para ajudarmos os outros, de maneira a satisfazer as necessidades do outro. Esse princípio do direito desenvolveu na igreja uma série de considerações muito interessantes. A primeira diz que o princípio do direito está estabelecido que o irmão necessitado tem o direito de ser satisfeito na sua necessidade. Basta você se lembrar que os diáconos só existem porque a igreja tinha o primado do direito. As viúvas helênicas reclamaram que não estavam sendo satisfeitas no seu direito de serem assistidas. Os apóstolos então se reuniram e decidiram que era preciso constituir um corpo de ministros que se dedicasse única e exclusivamente a manter esse estado de direito vigendo.

A igreja primitiva estava milênios à frente do seu tempo, pois elegeu um corpo de ministros, sete pessoas, da melhor qualidade na igreja, com um único objetivo: manter a justiça social, não permitir que ninguém fosse preterido na satisfação das suas necessidades. Essa era a visão da igreja primitiva. Baseado nessa mesma visão, o apóstolo Paulo disse que o princípio era que, aquele que colheu demais não tenha sobrando para que o que colheu de menos não sinta necessidade, e o objetivo não é que um seja pesado ao outro, mas sim que haja igualdade. Isso significa que a igreja tinha um outro conceito,  todos trabalhando por todos. Havia, dessa forma, na igreja primitiva um sistema de trabalho com um objetivo comunitário. O apóstolo Paulo, em Efésios, diz: “Aquele que furtava não furte mais, antes trabalhe para que tenha com o que acudir ao necessitado.” O que é muito interessante. Se este versículo fosse escrito da seguinte maneira: “Aquele que furtava não furte mais, antes trabalhe para que tenha com que pagar as suas próprias contas”, achariamos muito bom. Mas ele foi muito mais longe. Com isso o apóstolo Paulo está nos ensinando na Bíblia que, o contrário de roubo não é honestidade pessoal, é responsabilizar-se pelo patrimônio do outro, para que o outro tenha patrimônio. Essa colocação é absolutamente lógica, porque a igreja se vê como um corpo, e a idéia de corpo é que está todo mundo trabalhando para todo mundo. Pense: qual é a parte mais importante do seu corpo num determinado momento? Aquela parte que estiver doendo ou ferida, porque todo o corpo vai estar voltado para ela. Todo o seu esforço estará voltado para tal parte. Se você levar um pisão, o seu corpo todo só vai pensar no seu pé, e vai fazer tudo em função do seu pé. Se você for um daqueles marceneiros desastrados e meter uma martelada no dedão, o seu corpo todo vai viver para o seu dedo. Para o seu polegar. Qual é o princípio do corpo? O princípio de que todos trabalham por todos. Você não diz: “Eu estou com um problema aqui no dedão do pé, mas não tem problema, eu tenho mais nove e não estou nem um pouco preocupado se eu perder esse aqui”. Nunca ouvi ninguém falar isso. Você pode tentar ser o primeiro, mas eu não te aconselho! Porque não é esse o princípio da igreja, o princípio da igreja é o princípio do corpo. A igreja primitiva levou isso a ferro e a fogo na época.

Eu não estou sugerindo a retomada das estratégias que a igreja primitiva usou. Eu estou tentando chamar a atenção para um princípio. Em cada geração, em cada lugar, em cada época esse princípio vai ter de ser trabalhado pela igreja de então. para descobrir como a igreja de agora pode trabalhar esse princípio.

A existência de um movimento como o RENAS é a consciência de que alguém tem um direito que não está sendo satisfeito, observado. Alguém tem necessidade que não está sendo satisfeita. Alguém tem uma carência, e esse ser tem o direito de ser assistido. Esse é o princípio da igreja de Cristo, sempre foi.

Todos nós estamos cooperando uns com os outros, de modo que somos responsáveis uns pelos outros. Na mutualidade cristã, eu sou responsável por você e você é responsável por mim. E quando for a vez de eu socorrê-lo, eu o socorrerei e quando for a sua vez me socorrer, você me socorrerá. Tem-se assim uma cooperativa.

Pelas palavras de Paulo, a igreja primitiva é uma cooperativa. Você tem que entrar na cooperativa cristã, viver a vida cristã é viver em cooperativa. É dito que não se pode amordaçar o boi que debulha o trigo (uma frase que é do Antigo Testamento, retomada no Novo Testamento), ou seja, você tem de deixar o boi comer dos grãos que ele está debulhando. É o princípio de que o trabalhador tem que ser o primeiro a desfrutar do resultado do seu trabalho. Paulo diz isso de forma tácita nas cartas pastorais, quando ele afirma que o trabalhador é digno do seu salário e tem de participar daquilo que está produzindo. Ou seja, a igreja primitiva é a primeira que tem a noção da participação do trabalhador na distribuição de lucros, como nós diríamos hoje, porque o trabalhador tem o direito de participar do fruto do seu trabalho. Nessa concepção do Novo Testamento, o sujeito não pode ser simplesmente contratado, explorado em sua força de trabalho e aí dispensado sem ter qualquer acesso ao que ele ajudou a produzir, ou seja, a produção não é algo que se faça numa relação de prestação de serviço, pura e simplesmente. A produção é um projeto que tem de ser comum ao que elaborou o projeto e ao que participa da execução do mesmo, que o torna possível. Ao ler as Escrituras com isso em mente, você percebe que entrou num negócio ultra de vanguarda. Porque a igreja pode ser o instituto mais antigo da terra, mas é o que sempre esteve na vanguarda. E ainda hoje as concepções que estão no Novo Testamento, as concepções da igreja primitiva estão a frente do nosso tempo. Quando lemos as escrituras, percebemos que há um sistema de pensamento nas mesmas, as frases não estão soltas. Isso porque fomos influenciados pelo grego, que é retórico. Porém, o hebreu não é retórico, a cultura hebraica não é uma cultura de retórica. É uma cultura de revelação, de trazer à luz a vontade de Deus, a Palavra de Deus. A palavra para o hebreu é sagrada; para o grego é um instrumento de convencimento, de argumentação.

Eu li certa vez uma série de palestras que Borges, um escritor argentino, deu numa universidade. Ele diz, entre outras coisas, que o livro é um débito que o mundo tem para com a tradição judaico-cristã. Todo mundo pensa que o livro é produto dos gregos. Isso não é verdade, porque os gregos não valorizavam o livro da maneira como acreditamos. Ele cita, inclusive, Pitágoras, que exigia que os seus discípulos não escrevessem nada, porque entendia que a idéia, uma vez escrita, morria. Para esse pensador, a vida da idéia estava na tradição oral, em ser mantida viva na cabeça dos seus discípulos. A tradição judaico-cristã é que diz que o livro é tão sagrado, que, até Deus resolveu escrever um. Então se você quer que alguma coisa permaneça, se você quer que alguma coisa tenha realmente vida e vá para além de si, você tem de escrever um livro. Isso quem ensinou, disse Borges, foram os cristãos. Os muçulmanos, uma derivação da tradição judaico-cristã, nos disseram que temos que escrever um livro se quisermos que a coisa seja perene.

Estudei com um professor de uma faculdade hebraica. Discutimos sobre Maimonides, o principal filósofo da Idade Média. Aquele professor tinha uma tese muito interessante, ele dizia o seguinte: o Ocidente não é o resultado do encontro da tradição judaico-cristã com a tradição greco-romana. O Ocidente é o resultado do confronto entre a tradição judaico-cristã e a tradição greco-romana; essas duas tradições se encontraram na história e entraram em choque. Ele descrevia assim: Alexandre, na sua campanha de helenização do mundo, não encontrou obstáculos, até chegar no Oriente Médio. Quando chegou em Israel, encontrou outra cultura capaz de opor-se à dele, que tinha os seus sábios, seus profetas, seus poetas, suas teses, sua cosmologia, sua antropologia e sua ontologia. Quando Alexandre e seus seguidores começaram a abrir Platão, Sócrates, Parnêmides, etc. os judeus começaram a abrir Isaías, Jeremias, Ezequiel, Davi, Moisés contrapondo-se à filosofia helênica. Os helênicos diziam: “o homem é assim” e os judeus diziam: “não, não é assim, é assado”. Os gregos falavam: “porque os deuses…” e os judeus diziam: “não há deuses, há um Deus só”. Quem escreveu isso da forma mais impressionante, na minha opinião, foi o professor de filosofia Will Durant. Ele expôs da seguinte maneira: Júlio César e Jesus de Nazaré se encontraram no Coliseu romano, e Jesus de Nazaré venceu. A fé cristã está sempre na vanguarda, a tradição judaico-cristã está sempre na vanguarda.

Eu queria chamar a atenção de vocês para o fato de que estamos na vanguarda da questão do direito, da questão da cooperativa, da questão da economia solidária. Há dois mil anos nós estamos dizendo que o necessitado é um sujeito de direito, e portanto tem de ser satisfeito na sua necessidade, que o trabalho humano tem de ser cooperativo, que o segredo é a solidariedade e o alvo é a igualdade. Por isso, e nesse sentido, a fé cristã leva uma vantagem. Quando a tradição judaico-cristã estabelece o princípio do direito e da cooperativa, relativiza a posse do meio de produção. Porque não importa quem esteja atuando ou administrando os meios de produção, pois estes sempre possuem um fim social. É a idéia dos dons: nós temos dons diferentes, ministérios diferentes, mas somos uma cooperativa. Não importa quem está administrando, pois está administrando para todos; não importa quem está carregando, está carregando para todos; não importa quem está abrindo caminho, pois está abrindo caminho para todos. Porque a oração cristã é o Pai Nosso, ou seja: ninguém entra na presença de Deus sozinho. Todo mundo fala pessoalmente com Deus, mas não solitariamente, a gente sempre entra com os irmãos. Ou entra com os irmãos ou não entra, porque a oração é Pai Nosso. Não dá para dizer Pai Nosso se você não se sente parte de algo muito maior do que você, se você não se sente parte de uma comunidade. Não dá para dizer Pai Nosso, se você não aprendeu a se entender apenas e tão somente a partir da comunidade. Porque essa é a grande virtude da fé cristã, entre outras.

A fé cristã é absolutamente gregária, absolutamente comunitária. Não nos entendemos mais como indivíduos isolados. Todo pão é pão nosso; todo perdão é perdão nosso; toda vitória é vitória nossa; todo produto é produto nosso, toda benção é benção nossa e todo o resultado é resultado para nós. Porque nós sabemos que a verdadeira identidade de cada um está no relacionamento. Você é no meio de todos, você precisa ser percebido e perceber, e você está inserido numa dinâmica comunitária. Queria então chamá-los à atenção para o fato de que esse é um princípio que está nas Escrituras desde sempre, e fiz questão de só citar o Novo Testamento, pelo menos majoritariamente, porque a maioria de nós que falamos sobre justiça social, recorremos ao Antigo Testamento, aos profetas menores, etc. Está tudo certo, mas às vezes passa a impressão de que aqueles que têm esse discurso têm um discurso velho testamentário. Por isso menciono o Novo Testamento, pois é nele que temos o princípio do direito, é nele que está o princípio da cooperativa e igualdade. É no Novo Testamento que está o princípio da comunidade e do homem coletivo. Então, paro por aqui, revisando o que foi dito. Primeiro: que a igreja primitiva trabalhava com a noção do direito, foi o primeiro instituto humano a trabalhar com essa noção. O ser necessitado é um ser de direito, ele tem o direito de ter a sua necessidade satisfeita e a igreja se via no dever de satisfazê-la. Segundo: a igreja tinha o princípio da cooperativa, todos trabalhando por todos. Então, quando Paulo disse “aquele que não trabalha, não coma”, ele não estava fazendo uma crítica capitalista. Ele estava fazendo uma crítica a partir da cooperativa. O que Paulo está dizendo é que você tem que estar na cooperativa. Você não pode chegar só para desfrutar dos benefícios, a menos que você tenha capacidade de trabalho. Se você tem a capacidade de trabalho, você está na cooperativa, onde todos trabalham para ter com o que acudir ao necessitado. Para que o necessitado, uma vez recuperado, entre na cooperativa. O objetivo é a igualdade e os dons, e os ministérios são dados nessa perspectiva.

Embora com dons e ministérios diferentes, temos um só alvo, um só objetivo. Essa é a mutualidade cristã. Como podemos perceber, Jesus Cristo não semeou apenas gente nascida de novo, ele também semeou uma sociedade nova, inclusive uma sociedade cujo princípio de autoridade não era mais o poder, mas o serviço. Quando notamos que por trás da mensagem de Cristo e de seus apóstolos há um conceito cooperativo profundo, o princípio da autoridade estar sustentado no princípio do serviço faz todo o sentido. Então, quem quiser ser o maior entre todos, seja servo de todos, que é o princípio da cooperativa, o trabalho para todo mundo e por todo mundo.

Imagine então a dinâmica que Jesus Cristo preparou, que Jesus Cristo semeou e trouxe à luz em suas mensagens, em sua pregação e em seu estilo de vida. Ele trouxe à luz uma revolução! Uma revolução de amor que gera uma cooperativa tão eficaz que, nem quando o sujeito entra no seu quarto para orar ao seu Deus, ele sai da cooperativa pois quando começa a falar com o seu Deus dizendo “Pai Nosso, que estás nos céus”; ele não se vê mais fora da cooperativa, ele está nessa roda extraordinária de mutualidade. Isso foi pregado por Paulo em Efésios 6, que diz para orarmos por todos os santos, é para suplicarmos por todos os santos o tempo todo.

Nenhum apóstolo de Cristo tinha uma visão que não fosse cooperativa. Nenhum apóstolo de Cristo falou fora do princípio cooperativo. Somos um: a comunidade, o corpo de Cristo, a Noiva, o exército de Deus, a cooperativa. Cristo é o cabeça, nós somos os membros do seu corpo, ele exerce o seu domínio no universo através do corpo dele, que é comandado por ele e que é uma cooperativa entre si. A sinalização do Reino é justamente a transmutação desses valores, levando-os de dentro da comunidade cristã para toda a realidade humana. Foi assim que os cristãos derrotaram o Império Romano. Eles criaram e viveram em um sistema alternativo, e à medida que eles iam crescendo, isso ia solapando as bases do Império, e quando este se deu conta, os cristãos tinham derrubado a estrutura. Imagine que você é um romano e está no campo choramingando, chega um escravo seu e diz: “Senhor, o que está acontecendo?” Aí você desabafa, ele fala de Cristo e você leva um susto. Você entrega a vida para Cristo, aí ele fala da reunião da igreja. Daí você vai para a reunião da igreja e quando você lá chega, aquele escravo, seu escravo, é o seu presbítero. Como você acha que vai ser o seu relacionamento com ele na segunda-feira? A escravidão acaba ali! E aí os outros romanos e os seus amigos chegam e começam a notar que tudo é comum. Os seus escravos entram na casa como se a casa fosse deles, eles conversam entre si, você conversa com eles de igual para igual. Então o seu amigo romano diz: “escuta, o que está acontecendo aqui? Você deixa os seus escravos andarem assim?” E você é obrigado a dizer: “eles não são mais meus escravos, eles são meus irmãos. Acabou-se o sistema. Agora nós somos parte da mesma cooperativa de Cristo, nós estamos trabalhando uns pelos outros, tudo aqui é de todos nós. Acabou o sistema, pronto”. É você dar três séculos que o mundo romano está desesperado, sem saber o que está acontecendo, os imperadores desesperados, percebendo que o Império não está mais nas mãos deles. Foi isso o que Jesus Cristo semeou e que os apóstolos dele fizeram. Como nós somos os seguidores contemporâneos de Jesus, acho que é de bom tom voltarmos a sentar diante das Escrituras para perguntar: “Senhor, então como é que nós devemos viver? O que é que somos realmente? Por que é que o Senhor tem nos abençoado, mesmo?” Quem sabe nós redescubramos a revolução cristã. A extraordinária, insuperável e ilimitável, porque movida e sustentada pelo Espírito de Deus. É isso o que eu queria deixar para vocês pensarem. Já que nós estamos falando de desenvolvimento sustentável, eu queria deixar claro para vocês que o pessoal não está inventando a roda, eles estão subindo na nossa carruagem.

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