Netweaver (o tecelão)

Publicado: 30/07/2010 em Sem categoria
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Traduzida ao pé da letra, netweaver significa tecelões de rede. Net é rede. Weaver significa tecelão. Ou seja, “netweaving” é o ato de tecer redes. 

Tecer redes amplia as possibilidades de interatividade e cooperação em qualquer esfera. O ato de tecer com, sugere confiança.  “Tecer com” tem o mesmo sentido que “fiar com”. A essência é confiar, ou seja, “fiar com”.  Tecer é criar elos, vínculos, nós ( ou nodos) de credibilidade.  Essa ideia não é nova.  Na verdade tem sua origem com o  socialismo utópico  / cooperativismo em 1800 com Saint Simon e Fourier e no próprio conceito de dialética.

No cooperativismo os meios de produção (que são os geradores de riqueza) não se encontram na mão do Estado nem estão a serviço do capital de uma minoria. Eles se encontram pulverizados entre os membros das cooperativas (ou da rede), extinguindo assim uma relação exploratória e/ou expeculatória (como no caso das sociedades anônimas/bolsa).  No campo social, a formação de redes colaborativas permitem a atuação da sociedade civil de forma mais inteligente. No campo religioso, uma eclesiologia cooperativista assume uma função dialética importante pois a igreja passa a dialogar não somente com sua denominação ou com igrejas com a “mesma visão”, mas dialoga e coopera em prol do ser humano com a sociedade como um todo, ficando livre para colaborar com diversas entidades, associações, iniciativa privada, governo e até outras confissões religiosas. A idéia de igreja 2.0 não é uma igreja  hi-tech, mas é uma igreja que se adequa ao pensamento pós-moderno, que sabe se relacionar e investe em relacionamentos e na participação comunitária.

Realmente creio que nunca houve ambiente tão propício para que o cooperativismo fosse considerado como alternativa viável, pois nossa época está totalmente interconectada e aberta a novas propostas "colaborativas", ou seja, tem potencial absurdo. Basta ver a quantidade de redes sociais, projetos "open source", geração Y, iniciativas como o RENAS, tribalgeneration, e muitas outras que se organizam via internet gerando ações práticas de acordo com o objetivo de cada uma.

Porém faço uma distinção entre colaboração e cooperação. Considero que primeira não requer que se assuma um compromisso firme, coisa que já ocorre na segunda. Muitos estão dispostos a colaborar, mas poucos a cooperar.  É neste momento que a presença do netweaver faz toda a diferença, pois é o responsável por transformar iniciativas e capital humano colaborativo em cooperativo. Segundo a Wikipedia (grande exemplo de colaboração), existem quatro condições que tendem a ser necessárias para que se desenvolva o comportamento cooperativo entre dois indivíduos, que eu agruparia em coletivos e individuais:

Coletivos / Ideais

  • Motivações ou desejos coincidentes
  • Um valor associado a consequências futuras do comportamento analisado

Individuais / Egoistas

  • A possibilidade de futuros encontros com esse indivíduo
  • A memória de encontros passados com esse indivíduo

 

Porém, para ocorrer uma transição profunda, uma real superação do modelo capitalista, cabe ao Estado incentivar verdadeiramente e promover a disseminação do cooperativismo através de incentivos fiscais e outras condições de forma que seja mais barato comprar de cooperativas. Gradualmente o cooperativismo passaria a substituir o sistema vigente, pois no capitalismo se dá preferência ao menor custo e ao que tem melhor competitividade. 

As cooperativas não interessam aos grandes grupos globalilzados, pois em se tornando uma "união de pequenos", se fortaleceriam podendo rivalizar com as mesmas em economia de escala e produtividade.  Como diz Hans Küng: “sem a ajuda das religiões dificilmente se poderia colocar em prática, e com amplo apoio, a obrigação de auto-restrição: de frear o poder, de diminuir o prazer por causa da humanidade futura”.  

Assim, as igrejas tem um papel para esta transformação. Através de uma eclesiologia cooperativista, a Missio Dei poderia ser “empoderada” (sic) pois rompem-se as barreiras denominacionais (restritas apenas aquela confissão religiosa) e visionárias (baseadas em modelos de crescimento).  Uma teologia cooperativista seria uma proposta alternativa à teologia da prosperidade, baseada no capitalismo/neoliberalismo e a teologia da libertação, influenciada pelo socialismo. Em uma leitura cooperativista, Deus se revela  na cooperação da  trindade com seu povo e do relacionamento da igreja com a comunidade.

Este artigo não tem uma conclusão. O deixo em aberto com o propósito que você visite os links abaixo, pense nisto e tire as suas próprias conclusões.

Recomendo a leitura do artigo do Ariovaldo Ramos (Cooperativas de Deus) neste blog: (http://dooutroladodarua.com.br/blog/cns!9E1BBBE47FCF7CF2!287.entry) e coloco abaixo alguns links e vídeos que acredito ser interessantes:

 

 

 

 

 

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