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Rob Bell’s metaphors and references make his listeners stretch, but his wisdom for preachers is down to earth.

A Leadership interview with Rob Bell | posted 2/01/2010

He once planted a church by teaching through Leviticus. He can use a rabbit carved from a bar of soap to illustrate the
nature of suffering. Google his name and the term “Sex God” will appear among the top entries.

Rob Bell is the most interesting preacher in the world.

Bell is the founding pastor of Mars Hill Bible Church in Grand Rapids, Michigan, but his reputation as an innovative communicator came largely through his video teaching series, NOOMA. Since launching Mars Hill in 1999, Bell’s ministry has expanded into books, DVDs, and live tours, but he is still committed to shepherding his community at Mars Hill through preaching.

Leadership managing editor Skye Jethani sat down with Bell to discuss his approach to communicating, the state of
preaching in the church, and the risks the pulpit presents to a pastor’s soul.

Your sermons are known for pulling from unexpected sources—everything from art history to quantum physics. Why?

When Jacob woke up after his vision of angels ascending and descending on the ladder, he declared, “Surely God was in this place and I did not know it.” And Jesus says, “My Father is always at work even to this very day.” Jesus lives with an awareness, an assumption that God is here and he’s at work. Dallas Willard calls this “the God-bathed world.” This
has deeply shaped me.
My assumption is that God can be found in all of the interesting things buzzing around us all the time. So we can take something from here and something from there and bring them together. A friend of mine calls it “tying the clouds together.”

What’s an example?

In high-end quantum physics they believe matter isn’t stable. The atoms in a chair are connected in a pattern of relationships. And the Bible begins with a triune God—a relationship of loving, giving, creative energy. Ah ha, there’s something there.

Drops Like Stars began when I realized that basic art theory has all of these connections with suffering. And so it generally starts with some odd moment of connection. And then from there it’s just the hard work of hunting things down, digging things up, becoming aware of all that’s going on around us all the time. I have journals filled with fragments, and over time they grow.

How is that different from how you were originally trained to preach?

A lot of pastors were trained to read the verse and then read the commentaries. But after a while the two are just talking to each other. One’s focus can actually become smaller and smaller until everything is funneled into the particular text. The movement then becomes in rather than out. So it’s Tuesday afternoon and a pastor is sitting in the office reading James 2 and four or five commentaries hoping to find that little nugget. When all the while there’s a huge world of insight and implication and ideas out there. Rather than shrinking our vision, the text should become a pair of eyes with which we are able to see even more. There’s a great big world out there with quantum physics, and architecture, and economic theory, and the thread count of clothing, and the fact that refrigerators in Europe are smaller—all of these seemingly random events and occurrences and happenings are all connected and help us see how this really is God’s world.

That covers content, but what about the sermon structure?

There’s a whole world of screenwriting wisdom that we can tap into as preachers. There are storytelling insights about arc, tension, narrative, perspective, point of view—these things aren’t taught in most seminaries, but they’re essential to understanding how stories work, which means they’re incredibly helpful in understanding the Bible.

Pasted from <http://www.christianitytoday.com/le/preachingworship/preaching/tyingcloudstogether.html>




NOTA: Pessoal, desculpe por não colocar o material traduzido. Embora a tradução não fique muito boa, quem desejar pode utilizar-se do “google translator” ou qualquer outra ferramenta.


koinonia

Essa noite, eu tive um sonho de sonhador, sonhei com uma igreja esquisita. Ela não tinha muros, piso, púlpito, bancos ou aparelhagem de som. A igreja era só as pessoas. E as pessoas não tinham títulos ou cargos, ninguém era chamado de líder, pois a igreja tinha só um líder, o Messias. Ninguém era chamado de mestre, pois todos eram membros da
mesma família e tinham só um Mestre. Tampouco alguém era chamado de pastor, apóstolo, bispo, diácono ou Irmão. Todos eram conhecidos pelos nomes, Maria, Pedro, Afonso, Julia, Ricardo…

Todos os que criam pensavam e sentiam do mesmo modo. Não que não houvesse ênfases diferentes, pois Paulo dizia: “Vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem das obras, para que ninguém se glorie”, enquanto Tiago dizia: “A pessoa é aceita por Deus por meio das suas obras e não somente pela fé”. Mas, mesmo assim, havia amor, entendimento e compreensão entre as pessoas e suas muitas ênfases.

Não havia teólogos nem cursos bíblicos, nem era necessário que ninguém ensinasse, pois o Espírito ensinava a todos e cada um compartilhava o que aprendia com o restante. E foi dessa forma que o Agenor, advogado, aprendeu mais sobre amor e perdão com Dinorá, faxineira.

Não havia gente rica em meio a igreja, pois ninguém possuía nada. Todos repartiam uns com os outros as coisas que estavam em seu poder de acordo com os recursos e necessidades de cada um. Assim, César que era empresário, não gastava consigo e com sua família mais do que Coutinho, ajudante de pedreiro. Assim todos viviam, trabalhavam e cresciam, estando constantemente ligados pelo vínculo do amor, que era o maior valor que tinham entre eles.

Quando eu perguntei sobre o horário de culto, Marcelo não soube me responder e disse que o culto não começava nem acabava. Deus era constantemente cultuado nas vidas de cada membro da igreja. […] Normalmente era um churrasco feito no sítio do Horácio e da Paula, mas no sábado em que eu participei, foi uma macarronada com frango na casa da Filomena. As pessoas iam chegando e todos comiam e bebiam o suficiente.

Depois de todos satisfeitos, Paulo, bem desafinado, começou a cantar uma canção. Era um samba que falava de sua alegria de estar vivo e de sua gratidão a Deus. Maurício acompanhou no cavaquinho e todos cantaram juntos. Afonso quis orar agradecendo a Deus e orou. Patrícia e Bela compartilharam suas interpretações sobre um trecho do evangelho que estavam lendo juntas. Depois foi a vez de Sueli puxar uma canção. Era um bolero triste, falando das saudades que sentia do marido que havia falecido há pouco tempo. Todos cantaram e choraram com ela. Dessa vez
foi Tiago que orou. Outras canções, orações, hinos e palavras foram ditas e todas para edificação da igreja.

Quando o sol estava se pondo, Filomena trouxe um enorme pão italiano e um tonelzinho com um vinho que a família dela produzia. O ápice da reunião havia chegado, pela primeira vez o silêncio tomou conta do lugar. Todos partiram o pão, encheram os copos de vinho e os olhos de lágrimas. Alguns abraçados, outros encurvados, todos beberam e comeram em memória de Cristo.

Acordei com um padre da Inquisição batendo à minha porta. Junto dele estavam pastores, bispos, policiais, presidentes, ditadores, homens ricos e um mandado de busca. Disseram que houvera uma denúncia e que havia indícios de que eu era parte de um complô anarquista para acabar com a religião. Acusaram-me de freqüentar uma igreja sem líderes, doutrina ou hierarquia; me ameaçaram e falaram: “Ninguém vai nos derrubar!”. Expliquei: “Vocês estão enganados, não fui a lugar nenhum, não encontrei ninguém ou participei de nada… aquela é apenas a igreja dos meus sonhos”.

Fonte: Vinícius de Oliveira.

Quem acredita num mundo onde cada ser e cada relação é singular não consegue se submeter a esquemas, não confia em métodos nem se impressiona com estatísticas

O que acreditamos a respeito de uma coisa determina a maneira como nos relacionamos com ela. Eu, por exemplo, gosto de brincar com cachorros, mas se percebo que um cachorro é bravo, fico longe dele; mas se é brincalhão, chego perto. Assim é também com o mundo. Antigamente, acreditava-se que o mundo era uma estrutura hierarquizada, sempre do mais complexo ou poderoso para o mais simples ou fraco, sendo que Deus ocupava o topo da pirâmide. O imaginário das pessoas era construído a  partir das relações entre reis e súditos, senhores e escravos, generais e soldados, e assim por diante. Cada um tinha seu papel e quase todo mundo se respeitava. Naquela época, a Igreja tinha autoridade, e quem não concordava com o que ela dizia morria na fogueira – mesmo que essa Igreja dissesse que índios e escravos não tinham alma e que o sol girava ao redor da Terra.


Quem acredita numa realidade estruturada a partir de autoridade e poder acha que a fé em Deus resolve tudo; afinal de contas, “agindo Deus, quem impedirá?”. Basta orar com fé e esperar a cura, a prosperidade, a volta do marido, a libertação do filho, enfim, a solução de qualquer problema. Deus manda, o resto obedece. Tudo quanto se tem a fazer é
aprender os truques para fazer Deus mandar exatamente o que a gente quer que ele mande. Surgem então as correntes de fé e as ofertas compensadoras da falta de fé, e, principalmente, os gurus que sabem manipular Deus em favor de quem paga bem. Feitiçaria pura.


Copérnico, Galileu, Newton, Einstein e sua teorias científicas fizeram com que o mundo passasse a ser visto como uma máquina, ou como um relógio, sendo Deus o relojoeiro. Neste mundo-máquina, tudo pode ser decodificado, explicado e controlado. As coisas funcionam em relações de causa e efeito previsíveis, como por exemplo as estações do ano, as
fases da lua, os movimentos das marés, a órbita dos planetas e os eclipses solares. No dia-a-dia, estas relações também são previsíveis: a partir de informações sobre massa, força, aceleração e direção, sabemos calcular em quanto tempo o carro vai se chocar contra o poste, ou qual bolinha vai acertar a amarela e qual delas vai cair na caçapa.


No mundo-máquina é possível também consertar quase tudo. Quando seu microondas pára de funcionar, basta chamar um técnico e ele vai dizer qual peça deverá ser substituída. O problema é que quem acredita que o mundo funciona assim acaba extrapolando isso para todas as suas relações: o casamento quebrou? Seu filho está dando trabalho? A vida
não está funcionando? Então, basta chamar o especialista. Quase tudo tem conserto e pode voltar a funcionar como antes. Mais do que isso, se é verdade que as relações de causa e efeito obedecem precisão matemática, basta apertar o botão certo que as coisas acontecem. Quer fazer discípulos? Quer fazer a igreja crescer? Quer evitar problemas na família? Quer garantir uma boa carreira profissional? Então, basta fazer o curso certo, encontrar o método indicado, seguir as regras apropriadas. Logo, “A” sempre conduz a “B”. Caso você faça “A” e o resultado não seja “B”, então você pensa que fez “A”, mas não fez. O mundo-máquina é assim: tudo sempre funciona direitinho – você é que nem sempre funciona.


Desta compreensão é que surgem o fenomenal ministério para fazer a igreja funcionar com propósitos; a estratégia de sete passos para fazer o ministério ser relevante; as quatro leis espirituais para ganhar a vida eterna; as técnicas de ministração para libertação espiritual e cura interior; os grupos de 12 para fazer o rebanho se multiplicar. É apostila para tudo quanto é coisa, curso para tudo quanto é treco e guru especialista para tudo quanto é tranqueira. Quase todos bem intencionados, mas geralmente funcionando como se o mundo fosse mesmo uma máquina.

Mais recentemente apareceram no cenário algumas teorias elaboradas a partir de outras percepções das ciências da física e da biologia. Na mecânica quântica, os movimentos não são tão previsíveis quanto na mecânica newtoniana. Então, o mundo já não é uma hierarquia nem uma máquina, mas um organismo vivo. As palavras mais adequadas para
descrever a realidade são “teia”, “rede”, “arena”, e até mesmo “dança”. A realidade é complexa e os fenômenos naturais e sociais não são previsíveis nem manipuláveis. As pessoas são singulares. Basta verificar que dez pessoas que ganham na loteria reagem de dez maneiras diferentes. Os relacionamentos também são singulares. Dez casais que ganham um filho reagem de dez maneiras diferentes. Da mesma forma, dez igrejas que iniciam um projeto reagem de dez maneiras diferentes. Seres vivos não são padronizáveis. Eles não obedecem relações exatas de causa e efeito. Seres vivos não são coisas. E a vida não é exata.


Quem acredita no mundo como um ser vivo onde cada ser e cada relação é singular, não consegue se submeter a esquemas, não tem a pretensão de gerenciar pessoas, não confia em métodos e nem se impressiona com
números, estatísticas e probabilidades. Prefere outros caminhos. Escolhe o caminho da intimidade com o outro; encanta-se com o mistério do sagrado; maravilha-se com a diversidade; presta atenção no jovem em conflito; ouve os dramas do homem que não pára em emprego; fica em silêncio diante da dor e se ajoelha para orar antes de dar um passo sequer em qualquer direção. Esses não se dão muito bem com o Deus-general, ou o Deus-relojoeiro. Curtem mais o Deus-bailarino.


Ed René Kivitz

é escritor conferencista e pastor da Igreja Batista da Água Branca, em São Paulo
Fonte: http://www.eclesia.com.br/colunistasdet.asp?cod_artigos=426

http://www.igrejaemergente.com.br/?page_id=7

que é igreja emergente?

Não é nossa intenção estabelecer de forma definitiva um significado para o termo “igreja emergente”, porém, é nossa intenção sim, fornecer as bases para que você mesmo construa sua própria resposta à esta pergunta. Sendo assim, a idéia é que tenhamos uma conversa sobre o que é igreja emergente.

Como base para qualquer raciocínio, trata-se de um movimento cristão onde as pessoas buscam viver sua fé em um contexto social pós-moderno. Esta “conversa” busca dar ênfase ao seu desenvolvimento e sua natureza decentralizada, sua vasta gama de pontos-de-vista, e seu compromisso com o diálogo. A maioria das pessoas envolvidas nesta conversa emergente têm em comum um certo nível de descontentamento com a igreja moderna, e o apoio a uma desconstrução da comunidade cristã moderna.

Pensando assim, a idéia de emergente, diferente do que possa parecer, não diz respeito a “emergência” de urgência que a palavra traz, nem tampouco de algo que necessariamente “brota” de algo ou algum lugar, mas está mais relacionado a uma teoria de evolução emergente, onde alguns aspectos são observáveis em uma visão de alto-nível de um sistema complexo, mas meramente deduzíveis da descrição de seus componentes.

Na década de 70, foi introduzido nos meios acadêmicos o termo “estratégia emergente”. Uma estratégia emergente é, essencialmente, uma “estratégia não planejada”, no sentido de uma linha de ação que só é percebida como estratégica pela organização à medida que ela vai se desenrolando ou até mesmo depois que já aconteceu. Como numa comunidade de formigas, onde ninguém as ensinou o seu papel na comunidade, mas todas sabem exatamente o que fazer e o fazem com vistas no bem da comunidade.

Algumas opiniões podem ajudá-lo a entender melhor.

“Entendo Igreja Emergente como uma oportunidade de se fazer livremente perguntas incômodas à luz do evangelho de Jesus Cristo, repensar nossa forma crstã de ser tirando a influência do pensamento moderno que nos moldou e viver essa nova realidade, seja anunciando o Reino de Jesus Cristo a uma sociedade pós-moderna que está longe de ser alcançada pela igreja tradicional, seja curando esse mundo que ainda espera por uma redenção que somente Jesus Cristo pode dar.”
Luis Fernando – criador do RenovatioCafe

Gustavo Frederico nos ajuda nesta tarefa alertando que tentar definir “igreja emergente” não é uma tarefa fácil. Os contextos em que a definição pode ser lida são muitos, cada um deles com seus desafios. Sua intenção não é limitar o que a igreja emergente possa vir a ser.

“Igrejas emergentes são comunidades que praticam o modo de vida de Jesus na cultura brasileira.”
Gustavo Frederico – criador do wiki Emergente

Ou, nas palavras do português Nuno Barreto:

“A igreja emergente é um termo semelhante ao termo reforma. Não há unidade teológica, como não havia entre os diferentes movimentos reformadores protestantes…É verdade que existe um tema principal para o movimento emergente…E esse tema é: A igreja como agente missiológico na terra, livre de instituição e hierarquias, simples, um organismo vivo cuja cabeça é Jesus, e onde a vida cristã é uma vida de comunidade e de compartilhamento.”
Nuno Barreto – autor do blog Simplice

Porém, existem também alertas a serem feitos:

A Igreja Emergente (ou Emergindo) nada mais é do que uma conversa honesta sobre os desafios e oportunidades de viver e comunicar a mensagem cristã no mundo cada vez mais pós-moderno. O diferencial da Igreja Emergente é sua abertura para lidar com as perguntas difíceis sobre o ser cristão no mundo pós-moderno. Perguntas estas que vão desde a prática cristã até a prática eclesiástica e missionária. Afinal de contas, o que é ser cristão? O que é ser igreja? O que significa fazer parte da missão de Deus no mundo hoje? De certo modo, a igreja tem sempre pensado essas coisas a partir de suas tradições eclesiásticas que definem, de muitas maneiras, sua cristologia e missiologia. A Igreja Emergente faz uma tentativa de recuar um pouco e repensar essas questões seguindo uma ordem mais ou menos inversa: uma cristologia que nos impulsione à missiologia, que por sua vez leve à eclesiologia. Em outras palavras, primeiro eu preciso entender Jesus, Verbo Encarnado, e me comprometer com Seu Caminho (proposta prática de vida que Ele apresentou) , abraçando Sua Missão no mundo de hoje e seguindo a jornada com outros seguidores na comunhão da Sua Igreja. O grande risco da Igreja Emergente, em minha opinião é ficar apenas no desconstrucionismo por um lado e, na sua crítica ao Cristianismo institucionalizado, fomentar uma jornada de fé individualista. Para não cair nestas tentações, a Igreja Eemergente precisará manter as três “doutrinas” em equilíbrio diante de si.
Sandro Baggio – pastor do Projeto 242